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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Lembranças


Dentro do silêncio
onde só o vento pode me tocar
sentada fico esperando
o tempo me salvar
saindo do fogo
para não me queimar
caiu no mar que vem me afogar.
Se és tão profundo
tens espaço suficiente para guardar
as lembranças que me machucam
me impedindo de respirar.
Lavar minha alma com tua água salgada
sem perceber te misturar
com as lágrimas que escorrem dos meus olhos
e interrompa o meu chorar.
Deixando comigo somente as boas
que com facilidade me fazem sorrir
Deixe comigo as lembranças de onde passei
e sobrevivi.

terça-feira, 15 de março de 2011

Alucinações.



Deitada no sofá da sala, cansada, estava eu assistindo televisão, apertava o botão do controle constantemente para mudar de canal na esperança de encontrar alguma coisa útil, entre tantos canais de uma tv acabo, um programa que me chamasse à atenção.
A casa estava em completo silencio, todos já estavam dormindo, dava para se ouvir o barulho da chuva tocando o chão ecoando. Já não dava mais para ouvir com tanta frequência os carros passando na rua. Desistindo então de encontrar algo na televisão, decido ir para o meu quarto, onde minha cama já me esperava pronta, para eu me deitar e esperar o sono chegar. Abro o meu guarda-roupa e pego meu pijama para me vestir. Finalmente me deito, sentindo o travesseiro afundar e o cobertor assentar-se sobre meu corpo, esperando a claridade do meu celular apagar para então eu fechar os olhos.
Mas eu ainda estava sem sono, e mesmo com o barulho da chuva que estava em harmonia com o som do vento que tocava nas arvores montando uma melodia tranquila que levaria qualquer pessoa a dormir rapidamente, não tinha o efeito sobre mim, não naquela noite. Abri meus olhos lentamente para assistir a dança do coqueiro que refletia da luz da rua entre os vãos da minha janela que estava fechada.
Comecei então a ouvir passos, lentos, um após o outro, meu coração apertou, sentia minha pele se arrepiando, e aqueles suaves passos pareciam entrar no meu quarto, imediatamente fechei os olhos, foi então que minha imaginação tomou conta de mim, e nessa hora não são as melhores coisas que se passam na minha cabeça. Os passos seguiam na direção do guarda-roupa da minha irmã, que não estava dormindo em sua cama, pensei então na possibilidade de ser ela para pegar alguma coisa que seja, tentando inutilmente me acalmar, então a porta do guarda-roupa dela se abriu um trecho, o suficiente para fazer um eco nada agradável, e se fechou, abriu e se fechou novamente, repetindo por algumas vezes na mesma frequência, percebi que não era minha irmã, puxei então o cobertor para cobrir meu rosto, minha respiração já estava falha, meus pensamentos já eram os piores. Mas a curiosidade foi maior, pois eu sentia uma respiração ofegante perto de mim, tirei metade do cobertor do meu rosto e tentei olhar o que era. O quarto parecia mais escuro que antes, e uma silhueta de um corpo era o que aparecia na minha frente, cara a cara comigo. Foi então que esqueci por alguns segundos o que era respirar, o medo já havia tomado conta do meu corpo, não estava somente arrepiada, mas também meu corpo tremia de uma forma descontrolada, meus olhos estavam cheios de lágrimas, o grito estava preso em minha garganta, o que eu ia fazer? Puxei o cobertor mais uma vez para cobrir meu rosto, e, é incrível como as piores imagens aparecem na minha mente, eu via gente morta, eu via cemitérios, eu via gente pedindo socorro. Comecei a ouvir os passos se afastando, a respiração ofegante que eu escutava ficava mais longe, olhei mais uma vez, para ter certeza que estava indo embora, a silhueta estava em frente ao meu espelho que tenho do lado da porta de frente com minha cama, não dava para entender o que ela fazia, apenas estava em frente ao espelho. Foi então que o desespero substituiu o medo, e minha única reação foi de sair do quarto acendendo todas as luzes da casa, o mais rápido possível.
O pior era ver tudo do mesmo jeito que deixei antes de deitar, o controle remoto na mesinha de centro da sala, a almofada no meio do sofá, tinha certeza que por ali ninguém tinha passado depois que apaguei as luzes da sala, meus pais ainda estavam dormindo, e meu quarto? Estava vazio, o guarda-roupa estava com a porta aberta e meu espelho estava se mexendo, como se um vento forte tivesse entrado em meu quarto e balançou tudo.
Mesmo demorando a dormir, eu consegui, com a luz acesa, televisão ligada e ouvindo musica, para ter a certeza que o silencio não ia me assustar outra vez. Existem muito mais coisas entre o Céu e a Terra, que possamos imaginar.
Fato ocorrido em 2008.

Andrezza Cordeiro.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Do seu lado?


Do seu lado? eu sorri, chorei, amei, odiei, pulei, cai, fiquei forte, fraquejei, suspirei, sonhei, acreditei, confiei, desconfiei, tive medo, me senti protegida, me senti frágil, brinquei, zuei, briguei, paguei mico, superei, abracei, mudei, aprendi, respondi, silenciei , me decepcionei, me surpreendi... do seu lado? eu vivi!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Não espere...


Não espere um sorriso, para ser gentil.
Não espere ser amado, para amar.
Não espere ficar sozinho, para reconhecer o valor de quem está ao seu lado.
Não espere ficar de luto, para reconhecer quem hoje é importante em sua vida.
Não espere o melhor emprego, para começar a trabalhar.
Não espere a queda, para lembrar-se do conselho.
Não espere a enfermidade, para perceber o quanto é frágil a vida.
Não espere pessoas perfeitas, para então se apaixonar.
Não espere a magoa, para pedir perdão.
Não espere a separação, para buscar reconciliação.
Não espere a dor, para acreditar em oração.
Não espere elogios, para acreditar em si mesmo.
Não espere que o outro tome iniciativa, se você foi o culpado.
Não espere o “eu te amo”, para dizer eu também.
Não espere o dia da sua morte, para começar a amar a vida, amar a vida, amar a vida.
Eu aprendi que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular.
Willian Shakespeare.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sai dessa?!


Mostrar o que não sente, é pior que tentar sorrir quando não tem forças,
Olhar e dizer que está tudo bem, é pior que, desejar que estivesse tudo bem,
Não me arrependo, mas sinto a dor de saber qual foi à resposta, mesmo sabendo que a resposta seria essa, só quero que o tempo passe rápido, nem que eu tenha que passar por ele de olhos fechados, só quero que passe logo, porque sentir o que sinto simplesmente me faz desacreditar que um dia o amor irá existir. A pior parte é não poder chorar quando realmente quer, agora é só esperar que aquilo vá embora. Se vou ficar bem?
Tenho certeza que vou, só não sei quando, não é legal acreditar em alguém que teme da sua opinião, falando que seria tudo diferente, falando que não viveria sem um sorriso seu.
Sou muito de falar apenas o que realmente sinto, e acreditava que os outros também seriam assim, então quando ouvia simplesmente me entregava pra depois saber que só ouvia em trocas do que eu não iria entregar! Pra depois dizer que era diferente? Tendo atitudes piores que os iguais.
Não queria ficar mal, mas a vida não é feita de vitórias apenas, e enquanto não me provarem o contrário, pode me chamar de ignorante, mas realmente não acredito mais no amor.

Só quero agora fechar os olhos e esperar isso passar!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Enquanto o tempo não passa.


Enquanto o tempo não passa.
Vejo seus olhos em meus sonhos.
Ouço sua voz no silêncio.
Sinto seu toque junto da brisa,
Que me toca dando um leve arrepio
Lentamente enquanto sou aquecida pelo calor do seu corpo
Que se junta ao calor do sol e seu brilho intenso
Que não me deixa abrir meus olhos
E perder o paraíso onde estou
Dentro somente das minhas ilusões e mais nada!
Sinto sua falta.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Não é o fim quando se chega ao fim!


Quando se entra num relacionamento pela primeira vez a gente acaba se jogando de cabeça sem perceber muitas vezes, acaba se afastando de tudo e de todos e qualquer coisa em volta te faz lembrar a pessoa amada. Passamos a valorizar pequenos momentos, fazemos de tudo para que a outra pessoa se sinta melhor do que você mesma. Pelo menos comigo foi assim.
Só que a vida não é só flores e complicações sempre acontecem, mas quando se ama acaba aceitando muita coisa. Passo muito tempo analisando as pessoas próximas de mim, sou muito obcecada por detalhes e guardo muita coisa comigo.
Meu namoro não foi normal desde o começo, não foi o melhor namoro que alguém pode esperar, mas sem dúvidas foi aquele que me fez aprender muitas coisas, já chorei muito, sempre sofri antes das coisas acontecerem porque assim eu me sentia preparada pro pior e até hoje funciona ou "funfa" como costumo dizer. Me aproximei muito da minha mãe com tudo que estava acontecendo, prefiro pedir conselhos aos mais velhos que já passaram por tudo que ainda não passei. Tentei fazer o melhor para ser o melhor, tive medo muitas vezes, desconfiei, conversei, briguei, falava que odiava ele pra me sentir bem.
Pelo fato das coisas não estarem saindo bem, decidi conversar, como sou uma manteiga derretida, já fui me preparando para o pior acontecer. Na hora pensei que não foi o pior que aconteceu, decidimos dar um tempo, a rotina não ajudava só que depois percebi que o tempo é a pior decisão, porque não mata de uma vez, mas sim deixa agonizando. Quanto tempo duraria esse tempo? Chorei muito durante esse tempo.
Sou do tipo de pessoa que não consegue ter orgulho, me movimento através de meus sentimentos, se meu coração mandar eu faço! Muitas vezes acabei me prejudicando por isso mas eu aprendi muito.
Olhar para nossa foto doía até então, mas depois comecei a entender que se doía eu começava a sentir raiva, porque o orgulho dava sinal de vida. Conversei com minha mãe, e descobri onde eu estava pecando e que já era tarde para tentar arrumar, reconheci a culpa que me doeu saber.
Tenho a mania de me colocar no lugar dos outros e tentar sentir o que os outros sentem. Acho que foi a melhor coisa que fiz, entendi que o fim chegou mais cedo que eu podia pensar.
No final de todos os relacionamentos um sempre sai pior que o outro, mas acredito que dessa vez será diferente desejei muito que os dois ficassem do mesmo jeito. Não quero ter ódio dele, ele foi muito importante pra mim, levo comigo a experiência pois ele sempre vai ser meu primeiro namorado, sei que o céu nunca mais estará igual antes, porém não vai chover mesmo estando nublado, se é que você pode me entender, minhas estrelas não morreram...
É estranho que eu não estou triste como achei que ficaria, porque consegui entender o que passava na cabeça dele e entender que a vida é como uma escola.
Não tenha medo de chorar, não se arrependa daquilo que fez, mas sim do que você deixou de fazer, lembre-se que a unica coisa que não volta atrás é a morte e nunca deixe o seu orgulho impedir de fazer o que tem vontade, não julgue as pessoas antes de se colocar no lugar delas, esteja sempre preparado para ouvir o pior, não faça porque mandaram mas sim porque você quer. Sorria ao máximo que conseguir, valorize os pequenos momentos, não tenha medo de viver e não faça da sua vida um rascunho, pode não dar tempo de passar a limpo!