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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Justificação!


Sento, olho para o chão
E percebo que
estou na escuridão
Pergunto então
onde fica o coração
se é que tem emoção.
O sorriso que foi em vão
o chorar, segurando a minha mão
e depois, só pra dizer não
isso leva a evolução?
isso dá educação?
E quando olho para o chão,
vendo ali meu coração
todo cheio de emoção
perdido na escuridão
descobrindo o lado fel da solidão.
Sendo então,
a melhor opção
esconder minha opinião,
pois as pessoas vem e vão,
sem saber qual a direção.
Acordados de plantão
procuram a solução
perguntando aonde estão
aqueles que agirão
conforme a razão
sem perder a coesão
buscando a explicação
Para aquilo que não há Justificação!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

"Diário de Viagem"


Acordei com a grande expectativa que faríamos uma viagem que ficaria marcada em nossas memórias. Podia ouvir meu pai chamando, era hora de acordar. O ar quente que entrava pela janela do meu quarto avisava que seria um dia quente. Conseguia ouvir os passarinhos, que voavam no meu quintal, cantando. Levantei, preparando o corpo para encarar um dia de longa viagem.
Todos já estavam prontos, as malas ali assentadas no porta-mala do carro, a empolgação era o que apresentava nos rostos de cada um. Minha mãe sentada no banco do passageiro e atrás eu e meus irmãos, nos aconchegamos, cada um com seu travesseiro. E o nosso destino era : MINAS GERAIS.

Durante o caminho, a diversão tomava conta do carro, eram músicas cantadas, piadas contadas e brincadeiras, até que o sono chegava de mansinho e abraçava um por um. Apenas meu pai não poderia dormir.
Quando finalmente chegamos em Minas Gerais, minha tia, com um sorriso impossível de não perceber, nos recebia. Pouco tempo depois meu tio chega a cavalo, com o maior carinho. Eu me sentia em casa, o som dos pássaros cantando, a melodia que a água fazia ao tocar as pedras das cachoeiras, era o lugar perfeito para se passar as férias. Tudo forá perfeito, momentos em família que sem dúvidas iam permanecer na história.
Porém, sábado bem cedinho, os passarinhos não cantaram. O vento frio entrava no quarto nos avisando que o dia ia mudar. Naquele café da manhã em família, risadas eram compartilhadas, tentávamos aproveitar ao máximo os últimos momentos ali, fotos tiradas, abraços apertados para, finalmente, a despedida.
A volta foi mais silenciosa e o caminho parecia ser mais distante. A vontade de ter continuado lá por mais um mês, era grande. Todas as vezes que entro no carro é estranho como o sono apega-se a mim muito rápido.
Quando manos esperava, chagamos em casa.Minhas cachorras latiam alto, chamando atenção. Cada um tirava sua própria mala do carro, parecíamos formigas trabalhando em equipe.
Minha casa, minha cama, minha vida, tudo estava nos devidos lugares. Por mais gostoso que seja viajar, nada melhor que nosso lar. O silêncio já havia chegado para todos dormirem.

Eram 23h30 quando o telefone tocam meu primo ligando, passando a notícia, minha tia, aquela que nos recebeu com todo o carinho e amor, tinha falecido. As lágrimas não se conteram dentro dos olhos, não havia um que escapasse daquela dor, a dor da perda de alguém amada.



quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Eu sou da época,


"...há uns 10 anos atrás, em que não existia orkut, e o 'eu te amo' não era banalizado. Meninas de 11 anos brincavam de boneca, e não saíam pra 'pegar geral'. 'Fica comigo?' signficava que a pessoa fazia questão da sua companhia, e não de um beijo de 5 minutos. MC Donalds custava R$4,00. Kinder Ovo, R$1 real. Para ser presidente eram necessários 10 dedos e um mínimo de alfabetização. As crianças iam a parques de diversão e não tinham problemas de visão nem obesidade dados pelos videogames e computadores. Os casamentos duravam mais, ou pelo menos duravam alguma coisa. Plutão era um planeta. A intenção num show era VER o show, e não brigar. Tênis de luzinha era essencial. ICQ era o meio de comunicação. Pessoas realmente se conheciam e não apenas pela internet. Fotos eram tiradas para recordarem um momento, e não para servir de book no orkut. Merthiolate ardia. Bonde era meio de transporte e bala era Juquinha e 7 Bello, e não perdida ou droga!..."

"Ser, ou não ser, eis a questão."

William Shakespeare


"Duvida da luz dos astros,
De que o sol tenha calor,
Duvida até da verdade,
Mas confia em meu amor."

Na esperança de ter,
No medo de perder,
Num sorriso a felicidade
De quem nos amam de verdade.

Na estrela mais brilhante,
No pássaro mais "cantante",

Pelo meio da estrada
vou cantando no caminho
não sei se estará sozinho
Mas tendo a esperança
de encontrar a minha pessoa amada
com os olhos de uma criança.